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quarta-feira, 30 de maio de 2012

Como é que “o amor cobre multidão de pecados” ?



No meio de várias instruções práticas, Pedro disse: “Acima de tudo, porém, tende amor intenso uns para com os outros, porque o amor cobre multidão de pecados” (1 Pedro 4:8).

Como é que o amor cobre os pecados? Outros textos esclarecem o sentido.

Na ausência do amor, pessoas de mentes carnais podem alimentar pensamentos errados e criar conflitos desnecessários. O amor, porém, não age de uma maneira que provoca os outros a pecarem. “O ódio excita contendas, mas o amor cobre todas as transgressões” (Provérbios 10:12). Paulo condenou como obras da carne os pecados de “discórdias, dissensões e facções” (Gálatas 5:20).

O sentido em que o amor cobre os pecados vai além da prevenção do pecado. A palavra “cobrir”, em outros versículos, claramente envolve o perdão. Davi disse: “Bem-aventurado aquele cuja iniqüidade é perdoada, cujo pecado é coberto. Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não atribui iniqüidade, e em cujo espírito não há dolo” (Salmo 32:1-2).

Quando alguém nos ofende e, depois, se mostra arrependido, devemos perdoar (veja o ensinamento de Jesus sobre o perdão em Mateus 18:21-35).

Mesmo quando nós não somos pessoalmente prejudicados pelo pecado do outro, ainda devemos amar de uma maneira que ajuda aquela pessoa alcançar o perdão dos seus pecados. Tiago explicou bem o nosso papel em ajudar o irmão que cai no pecado: “Meus irmãos, se algum entre vós se desviar da verdade, e alguém o converter, sabei que aquele que converte o pecador do seu caminho errado salvará da morte a alma dele e cobrirá multidão de pecados” (Tiago 5:19-20).

Jesus amou os pecadores tanto que ele ofereceu a solução para o pecado. Ele morreu na cruz e convidou todos a receberem o benefício daquele sacrifício por meio da fé obediente (Marcos 16:16; cf. Atos 2:38). Nós não podemos e não precisamos morrer como sacrifícios pelos pecados dos outros, mas ainda temos um papel na salvação dos pecadores – a pregação do evangelho que leva à salvação (Romanos 1:15-16; 2 Timóteo 2:2).

Tiago falou de converter o irmão que volta ao pecado. Pedro falou para Simão que ele precisava se arrepender e rogar ao Senhor, pedindo perdão (Atos 8:20-23). Paulo disse que devemos corrigir o irmão que tropeça, agindo com humildade para salvá-lo (Gálatas 6:1). Judas falou da compaixão que age com urgência, para arrebatar do fogo os contaminados (Judas 22-23).
O amor ajuda o pecador a receber o perdão de Deus, e assim cobre multidão de pecados.

sábado, 26 de maio de 2012

Quando as Coisas se Dificultam


A vida tem seus momentos bons, felizes e fáceis, mas há vezes em que a vida se dificulta. Quando isso acontece, o que se deve fazer? Você acha que, quando as coisas se tornam difícies, você deve fazer um desvio? Muitas vezes as pessoas pensam assim. Já que as coisas estão difíceis, todo mundo deverá compreender se tirarem uma folga por um tempo. Porém as Escrituras não nos ensinam assim. Como questão de fato, nos ensinam exatamente o contrário.

O Exemplo de Jó

Se alguém já teve um período difícil na vida, foi Jó. Jó era um homem íntegro. Deus até perguntou a Satanás se ele havia reparado na fidelidade de Jó (Jó 1:8). Satanás responde acusando Deus de abençoar Jó com tanta prosperidade e facilidade na vida que ele não tinha motivo de ser infiel. Satanás propõe que se a vida de Jó fosse amaldiçoada (tornasse difícil) que ele se desviaria de servir fielmente a Deus. Então Deus disse a Satanás que fizesse o que quisesse, menos ferir fisicamente a Jó. Então a vida de Jó foi atormentada com muitas dificuldades e tragédias. Jó perdeu todos os seus rebanhos, e uma tempestade de vento derrubou a casa onde estavam seus filhos e eles morreram (Jó 1:13-19). Quando a vida de Jó mudou para pior, ele tirou uma folga do seu serviço ao Senhor ou mudou a direção de sua vida? Não!! Em Jó 1:22 lemos, “Em tudo isto Jó não pecou, nem atribuiu a Deus falta alguma.” Jó, em meio a tais calamidades e angústia não pecou, mas ao invés disso ele adorou e abençoou a Deus (Jó 1:20-21).

Como se Pode Fazer como Jó?

É uma questão de fé e confiança em Deus e nas suas promessas. Devemos lembrar que Deus “não permitirá que sejais tentados além das vossas forças” (1 Coríntios 10:13). Lembrem-se da verdade da qual Paulo lembrou os romanos, “Se Deus é por nós, quem será contra nós” (Romanos 8:31). Devemos compreender que Deus não quer nos ver falhar. Ele não quer que viremos nossas costas para ele quando as coisas ficam difíceis. Somos capazes de aguentar ou sair da tentação. Deus nos prometeu. Ele está nos apoiando e ao invés de tirar uma folga ou nos afastarmos Dele, devemos procurar o caminho de fuga para sair das tentações. Esteja seguro de duas coisas:

(1) Satanás ama aqueles que desistem.

(2) Deus ama aqueles que resistem.

Devemos lembrar disso e das palavras de uma música que diz “O céu certamente valerá por tudo”. É isso que Paulo afirmou aos romanos quando ele escreveu, “Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparadas com a glória a ser revelada em nós” (Romanos 8:18). Então quando as coisas se dificultam... resista…procure um caminho de fuga...coloque a sua fé e a sua confiança em Deus. Pois sem Deus, o que nos resta?

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Anorexia Espiritual



A anorexia é uma doença que resulta na perda de apetite e leva a pessoa a emagrecer muito, tornando um risco a sua vida. Sabemos da importância do alimento para a vida, quem não se alimenta morre.

Hoje quero falar de uma anorexia bastante ignorada. Esta não é física, é espiritual. Pedro o apóstolo nos mostrou a importância deste alimento quando disse: “desejai ardentemente, como crianças recém nascidas, o genuíno leite espiritual, para que por ele, vos seja dado crescimento para salvação” (1 Pedro 2:2). 

É, no mínimo, interessante como as Escrituras, na sua simplicidade, nos trazem ensinamentos fabulosos. Jesus incentivou seus ouvintes a priorizarem não o alimento de pães e peixes, que perece, mas o alimento que subsiste para a vida eterna (João 6:26-27).  

Mateus 4:2 relata que Jesus, após os 40 dias e noites jejuando, teve fome, do ponto de vista físico, sim. Porém, do ponto de vista espiritual, não. Jesus optou pelo alimento espiritual, o fato de Jesus jejuar lhe deu forças para resistir a Satanás (Mateus 4:3-10). Perceba que Satanás procurou tentá-lo onde o Senhor Jesus estaria mais vulnerável, após tanto tempo sem comer Jesus precisaria saciar sua fome, evidente que o alimento espiritual de Jesus fez com que ele resistisse o que seria naquele momento sua maior dor, a fome.  

Outras tentações vieram e Jesus resistiu a todas. Quando nos alimentamos desta maneira ficamos mais fortes contra os laços do diabo e, após a vitória, nossa necessidade será suprida por Deus (Mateus 4:11).  

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Devemos Tentar Crescer



“Então disse ao homem: Estende a mão. Estendeu-a, e ela ficou sã como a outra” (Mateus 12:13).

É verdade espiritualmente, como também fisicamente, que para o crescimento significativo é exigido exercer esforço. É inconsistente dizer que queremos crescer sem fazer nada a respeito. A passividade cria apenas a fraqueza e leva à estagnação.

Dallas Willard, no seu provocativo O Espírito dos Discípulos, cita o comentário de William Law: “Deus não fez nenhuma promessa de misericórdia aos preguiçosos e negligentes. A sua misericórdia é oferecida só às nossas melhores tentativas – mesmo fracas e imperfeitas – para treinar todo tipo de justiça”. Também cita a observação engraçada de Henry Thorough que “os homens se deitarão de costas, falando da queda do homem, e nunca se esforçarão em levantar”. Uma vida que cresce em direção a Deus é uma coisa ativa, não é meramente uma situação passiva da qual se pode desfrutar. Para ser um cristão, deve-se andar em Cristo (Colossenses 2:6).

Aqueles que andam para frente são aqueles que esticam as mãos para as coisas que estão pela frente (Filipenses 3:13). Paulo encorajou a Timóteo: “Medita estas coisas e nelas sê diligente, para que o teu progresso a todos seja manifesto” (1 Timóteo 4:15). O evangelho, as “boas novas” da nossa salvação, não deve ser simplesmente ouvido e apreciado. Tem que respondê-lo. Não só de início, mas para sempre, o evangelho deve ser “obedecido” (Romanos 1:5; Gálatas 3:1; 2 Tessalonicenses 1:8; 1 Pedro 4:17; etc.).

É uma pena que tantos indivíduos passaram a pensar na religião e espiritualidade como a mera concordância mental com a doutrina correta, como se a vida em Deus tivesse a ver apenas com o pensamento da mente e nada a ver com a atividade do corpo. Mas a carne não é inerentemente má, e o desfrutar da graça pela fé não evita a exigência da obediência corporal. Nossos corpos, de fato, podem ser um aliado valioso no nosso crescimento espiritual. Treinados pelo esforço envolvido nas disciplinas espirituais e hábitos piedosos, nossos corpos podem nos auxiliar e nos sustentar na nossa busca por Deus. Na própria vida de Jesus, vemos uma ligação óbvia entre a sua força interior e os hábitos de suas atividades externas. Se ele teve que se esforçar, nós devemos esperar crescer e tornar-nos fortes por meios meramente passivos? Corporalmente, como também mentalmente, devemos buscar a Deus com diligência.

O homem preguiçoso não ora, não vai orar, e nem é capaz de orar, pois a oração exige energia. (Edward McKendree Bounds)

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Jesus Orou Sem Cessar



Qualquer leitura dos Evangelhos deixa muito clara a prática constante de oração na vida de Jesus. Algumas coisas que os apóstolos fizeram e falaram mostram como eles perceberam estes hábitos de oração. Eles pediram que Jesus lhes ensinasse sobre a oração, porque tinham observado o exemplo dele (Lucas 11:1). A facilidade de Judas em encontrar Jesus mostra que os discípulos bem conheciam a prática dele de se isolar para falar com o Pai (João 18:1-2).
Jesus Cristo, a pessoa que mais entendia o valor da comunhão com o Pai, constantemente procurava conversar com ele. Podemos aprender muito do exemplo de oração na vida de Jesus.

Em um Dia Muito Difícil, Jesus Orou (Mateus 14)
Para apreciar o exemplo de oração em Mateus 14, devemos primeiro juntar algumas informações sobre o contexto do dia aqui citado. Juntando informações dos vários relatos bíblicos, parece que todas as seguintes coisas aconteceram em pouco tempo, talvez dentro de um período de 24 horas: 
    1)   Jesus recebeu a notícia da morte de João Batista (Mateus 14:12). 
    2)   Os apóstolos voltaram da sua missão e relataram a Jesus tudo que acontecera (Marcos 6:30). 
    3)   Tantas pessoas queriam a atenção deles que não conseguiram comer ou descansar (Marcos 6:31). 
    4)   Saíram para descansar (Marcos 6:31-32). 
    5)   Outras pessoas os seguiram, e Jesus parou para lhes ensinar (Marcos 6:33-34). 
    6)   Jesus realizou um dos seus milagres mais notáveis quando alimentou a multidão de 5.000 homens, mais mulheres e crianças (Mateus 14:21). 
    7)   Depois de mandar os apóstolos na frente e dispersar as multidões, ele subiu um monte para orar (Mateus 14:22-23).
Com este entendimento do contexto de um dia difícil e cansativo, podemos ver melhor o significado da noite que Jesus passou orando. À sugestão de Jesus, eles haviam saído para descansar, mas o relato não fala nada de Jesus dormir! Ele ficou no monte até a quarta vigília da noite (entre 3 e 6 horas da manhã – Mateus 14:25). O dia seguinte, também, foi muito exigente. Jesus começou o dia andando sobre o mar e acalmando uma tempestade (Mateus 14:25-32). Depois, ele fez uma pregação difícil e dura que causou o afastamento da multidão (João 6:22,60,66).
O que aprendemos deste exemplo? Quando Jesus teve de escolher entre dormir e orar, mesmo estando cansadíssimo, ele orou. O fato de ele procurar um lugar afastado mostra a importância de orações a sós com Deus. E num momento de crise diante da necessidade em tomar uma decisão difícil, Jesus buscou o Pai em oração. Como nós precisamos imitar estes exemplos do Filho de Deus!

Antes de Tomar uma Decisão Crítica, Jesus Orou (Lucas 6:12-16)
Os apóstolos teriam a grande responsabilidade de levar o evangelho ao mundo, complementando a missão de Jesus (Marcos 16:14-15; Colossenses 1:24). Antes de escolher os doze, Jesus passou a noite sozinho em oração (Lucas 6:12-13).
O que aprendemos? Jesus obviamente considerou importante orar antes de tomar grandes decisões. Como a de Jesus, nossa vida deve ser voltada à vontade do Pai, e assim na oração procuramos alinhar a nossa vontade à dele.

Quando Enfrentou Provações, Jesus Orou (Mateus 26:36-46)
Jesus estava em Jerusalém se preparando para se sacrificar na cruz, com certeza a maior provação da vida dele. Enquanto os discípulos dormiam, ele orou. Quando os homens falharam, ele ficou só com o Pai e lhe falou de sua angústia. Ele fez seu pedido, mas reconheceu a necessidade de se submeter à vontade do Pai.
O que aprendemos? Mais uma vez, observamos a escolha entre dormir e orar. Os apóstolos dormiram, e logo em seguida fugiram do perigo e até negaram o próprio Senhor. Jesus, porém, enfrentou sua maior provação com um controle que até assustou os homens que vieram prendê-lo (cf. João 18:4-6). Este exemplo de Jesus também ilustra a importância de orar conforme a vontade de Deus (1 João 5:14-15). Deus ouviu a oração de Jesus (Hebreus 5:7) e lhe deu o que seu Filho mais queria – a vontade do Pai foi feita. Quando oramos com a vontade de Deus acima da nossa, todas as orações são respondidas.

Jesus Ensinou sobre Oração
Não há dúvida da qualificação de Jesus para ensinar sobre oração. Focalizando dois textos, podemos observar alguns princípios básicos que ele ensinou sobre as conversas dos homens com seu Criador.
Uma das coisas mais importantes é de manter o foco em Deus. O propósito da oração não é chamar atenção para si. Devemos falar com Deus e glorificar o nome dele (Mateus 6:5-8). O problema não é orar em público. O erro condenado é a oração para engrandecer o homem.
Considerando os exemplos de oração em Mateus 6:9-15 e Lucas 11:1-4, percebemos alguns elementos fundamentais das nossas conversas com Deus. Ele não deu aqui palavras para serem repetidas sem sentido, mas mostrou que as nossas orações devem incluir: 
    1)   Honra para Deus. 
    2)   Respeito pela vontade de Deus em primeiro lugar. 
    3)   Entendimento da nossa dependência em Deus pelas necessidades da vida. 
    4)   Ênfase na comunhão com Deus. Para manter esta comunhão, precisamos pedir perdão pelos nossos pecados (observe a condição dada em Mateus 6:14-15) e precisamos de ajuda para vencer a tentação.

Jesus Morreu como Viveu: Em Oração (Lucas 23:46)
É comum morrer como vivemos. Se viver na violência e rebeldia, é provável que morrerá assim. Se viver falando para ajudar, ensinar e edificar, é provável que estas coisas sejam as últimas preocupações da vida. Quando dedicamos a vida para aprender um modo de viver, é pouco provável que vamos escolher outro caminho na hora da morte.
Jesus não é exceção a esta tendência. Ele viveu orando, e morreu orando. “Então, Jesus 
clamou em alta voz: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito! E, dito isso, expirou” (Lucas 23:46). Jesus confiou no Pai até o seu último suspiro.
Você gostaria de morrer com uma oração nos lábios? Gostaria de passar desta vida para a eternidade já conversando com Deus? Lembre-se de que as pessoas morrem como vivem. Viva conversando com Deus – falando com ele em oração e ouvindo a palavra dele no estudo das Escrituras – e assim terá a expectativa de morrer em comunhão com seu Criador e Redentor.

Conclusão
A melhor conclusão ao ensinamento e exemplo de Jesus sobre a oração vem dos seguidores dele. Os apóstolos entenderam a importância destas lições, priorizando a oração e o ministério da palavra (Atos 6:4). Nós devemos aprender com o exemplo de Jesus e seguir a instrução de Paulo: “Orai sem cessar” (1 Tessalonicenses 5:17). E assim manteremos a comunicação constante com Deus – começando nesta vida e continuando por toda a eternidade!

terça-feira, 22 de maio de 2012

Deus, o Homem e o Pecado



O Antigo Testamento é composto de 39 livros. São revelações inspiradas por Deus, começando com a história da Criação do universo e terminando aproximadamente 400 anos antes do nascimento de Jesus. Estes livros servem para nos ensinar muitas coisas importantes, especialmente sobre Deus, o homem, e o nosso maior problema, o pecado.

No Princípio, ... Deus
D eus é a primeira personagem no relato bíblico (Gênesis 1:1). Ele se apresenta em relação à criação. Deus é a origem de todas as coisas (Gênesis 1:1,31; 2:4). “Porque, em seis dias, fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há” (Êxodo 20:11a). Obviamente, nenhum homem estava presente para observar o processo da criação. Muitos tropeçam neste ponto inicial da palavra de Deus, procurando maneiras de reconciliar a fé nas suas interpretações de evidências científicas com o relato bíblico. Nenhuma explicação das origens do universo pode ser testada num laboratório científico. “Pela fé, entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem” (Hebreus 11:3). Cada pessoa precisa avaliar honestamente a evidência do Criador, porque a existência dele serve de base para nossa responsabilidade. Deus se manifestou na criação, e nós, diante destas evidências, somos indesculpáveis (Romanos 1:19-20). O Criador é o Senhor da sua criação (Atos 17:24).

Criou Deus ... o Homem à Sua Imagem
O homem foi feito diferente das outras criaturas terrestres (Gênesis 1:27-28). Ele foi criado semelhante a Deus, com a capacidade de raciocinar, amar e tomar decisões morais. Deus colocou o homem numa posição especial, acima das outras criaturas terrestres (Gênesis 1:28-30), abaixo dos anjos (Hebreus 2:7) e sujeito a Deus (Gênesis 2:15-17).

Deus Queria um Relacionamento Especial com os Homens
Desde o princípio, um fato fundamental tem governado a relação do homem com Deus: o homem que faz bem será aceito por Deus (Gênesis 4:7). Alguns homens faziam bem, e andavam em comunhão com Deus. Enoque andou com Deus e foi poupado do sofrimento da morte (Gênesis 5:22-24). Noé andou com Deus e foi poupado do dilúvio que destruiu os homens maus (Gênesis 6:9). Abraão se mostrou fiel, e foi escolhido por Deus para ser o pai de uma nação especial (Gênesis 12:1-3). Deus separou os descendentes de Abraão e lhes deu instruções especiais para que fossem um povo santo (Levítico 11:44-45). Esta relação especial dependia da obediência do povo. “O Senhor te constituirá para si em povo santo, como te tem jurado, quando guardares os mandamentos do Senhor, teu Deus, e andares nos seus caminhos”(Deuteronômio 28:9).
Davi bem expressou a base da comunhão entre Deus e o homem: “A intimidade do Senhor é para os que o temem, aos quais ele dará a conhecer a sua aliança” (Salmo 25:14).

O Pecado Criou uma Barreira
O pecado do homem o separa de Deus. Quando o primeiro casal pecou, foi expulso do jardim, onde Deus andava (Gênesis 3:23; 2:17; 3:8). Isaías viu este problema em relação ao povo de Israel: “Eis que a mão doSenhor não está encolhida, para que não possa salvar; nem surdo o seu ouvido, para não poder ouvir. Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça” (Isaías 59:1-2).

O Pecado, a Morte e o Sangue
O pecado traz a morte: “porque o salário do pecado é a morte” (Romanos 6:23). Junto com este fato, devemos compreender o papel do sangue na remissão dos pecados. Quando Deus deu permissão para os homens comerem a carne de animais, ele não lhes deu o sangue como alimento. Ele disse: “Carne, porém, com sua vida, isto é, com seu sangue, não comereis” (Gênesis 9:4). O sangue está ligado à vida, e o derramamento de sangue está ligado à morte e, por isso, ao pecado.
O pecado traz o derramamento de sangue. Quando Adão e Eva pecaram, Deus matou animais para “cobrir” a vergonha do casal culpado (Gênesis 3:21). Na época dos patriarcas, os servos de Deus faziam sacrifícios de animais pelo pecado (Jó 1:5; 42:8). Sob a lei dada ao povo no monte Sinai, os israelitas faziam sacrifícios que incluíam o derramamento de sangue (Levítico 6:30; etc.). Os sacrifícios do Antigo Testamento foram necessários, porém ineficazes (Hebreus 10:3-4). O sangue de animais não foi suficiente para perdoar os pecados dos homens.
O Antigo Testamento diagnosticou o problema – o pecado – mas não trouxe o remédio. Qualquer pessoa doente que procura a ajuda de um médico quer duas coisas:  o diagnóstico e  o remédio. O Velho Testamento só responde à primeira necessidade, mostrando claramente o problema do pecado. Paulo disse: “Ora, sabemos que tudo o que a lei diz, aos que vivem na lei o diz para que se cale toda boca, e todo o mundo seja culpável perante Deus.... pela lei vem o pleno conhecimento do pecado” (Romanos 3:19-20).
A segunda necessidade, o remédio, encontra-se na Nova Aliança que nos fala sobre o sangue de Jesus Cristo. “Mas a Escritura encerrou tudo sob o pecado, para que, mediante a fé em Jesus Cristo, fosse a promessa concedida aos que creem” (Gálatas 3:22; cf. Hebreus 9:28).

A Importância da Obediência
Um tema importante no Novo Testamento é o valor dos exemplos do Velho Testamento para o desenvolvimento da nossa fé. Abraão demonstrou a fé pelas obras de obediência (Tiago 2:21-24). Por outro lado, Paulo avisou do perigo de seguir os maus exemplos de desobediência no Antigo Testamento (1 Coríntios 10:6-12). Estes exemplos são de grande valor para nós, porque a obediência no Novo Testamento se torna até mais importante do que naquela época (Hebreus 2:1-3; 10:28-29).
Pelo estudo do Antigo Testamento, aprendemos lições importantes sobre a obediência. Entre elas:

 Fazer o que Deus não ordenou traz a morte. Quando Nadabe e Abiú entraram no tabernáculo com fogo que Deus não autorizou, ele matou os dois (Levítico 10:1-2). Quando Uzá estendeu a mão para segurar a arca da aliança, um ato que Deus não autorizou, ele foi morto na hora (1 Crônicas 13:9-10). Davi e os outros só compreenderam o erro quando fizeram o que deveriam ter feito antes – buscar a vontade de Deus na Palavra (1 Crônicas 15:13).

 Precisamos da permissão de Deus para nós, não somente para outras pessoas em outras situações. Duas vezes, Deus autorizou que levantassem censo para contar o povo dele (Números 1:2; 26:2). Em outra ocasião, Davi decidiu fazer um censo (2 Samuel 24; 1 Crônicas 21). Mas Deus não autorizou que Davi levantasse o censo. A consequência foi desastrosa. 70.000 homens morreram por causa deste ato não autorizado (1 Crônicas 21:14). Hoje, muitas pessoas buscam, na palavra revelada aos israelitas no Antigo Testamento, uma base para suas doutrinas e obras. Tentar se justificar com instruções dadas a outros povos em outras épocas pode ser desastroso!

 Obedecer, mesmo quando as ordens de Deus não fazem sentido, traz as bênçãos prometidas. Josué olhava para Jericó quando Deus falou para ele da tática para conquistar esta cidade fortificada (Josué 5:13 - 6:5). A estratégia – rodear a cidade 13 vezes, tocar trombetas e gritar – não faz nenhum sentido em termos de tática militar. Mas Josué e o povo obedeceram, e Deus foi fiel. Entregou a cidade nas mãos deles (Josué 6:20).

 Pecados, mesmo escondidos, trazem o castigo. Durante a conquista de Jericó, Acã tomou algumas coisas proibidas e as escondeu debaixo da sua tenda. O pecado dele levou à derrota do povo na batalha contra a pequena cidade de Ai (Josué 7). Devemos ter cuidado. Os nossos pecados, até os ocultos, podem trazer consequências para nós e podem prejudicar outros na família ou na igreja.
Enquanto consideramos lições importantes sobre a obediência, não devemos esquecer de um dos fatos fundamentais da Bíblia. Deus merece a adoração porque ele nos criou. “Louvem o nome do Senhor, pois mandou ele, e foram criados” (Salmo 148:5).

Conclusão
Entre as mensagens do Antigo Testamento, destacamos estas: Deus existe.  Ele criou o homem e o colocou numa posição especial.  O pecado nos afasta do Criador.  Precisamos de uma solução para os pecados.  O Antigo Testamento não resolve este problema principal do homem. As pessoas que viviam debaixo da lei ainda aguardavam o Salvador.
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